Se você pensa que futebol e literatura não combinam, está redondamente enganado. Não é de hoje que a bola e o livro formam uma excelente parceria fora das quatro linhas. É comum que árbitros renomados transformem suas experiências em livros após deixarem os gramados. Entre os exemplos internacionais estão os ingleses Howard Webb, Graham Poll e Mark Clattenburg, além do italiano Pierluigi Collina. No Brasil, essa tradição também tem destaque com Arnaldo Cezar Coelho, primeiro árbitro não europeu a comandar uma final de Copa do Mundo, que reuniu histórias de carreira e a evolução das regras do futebol em "A Regra é Clara".
Na Copa do Mundo de 2026, muitos profissionais diretamente envolvidos no torneio, seja no gramado ou à beira do campo, já registraram suas histórias, táticas e visões de mundo no papel.
É o caso do treinador italiano Carlo Ancelotti, que faz sua estreia oficial em Copas do Mundo no comando da Seleção Brasileira e levou sua filosofia de liderança para as livrarias. Em “Liderança Tranquila”, aborda seus métodos de gestão, revelando como conquistou o respeito de elencos repletos de estrelas sem recorrer a uma postura ditatorial ou agressiva.
Já Luka Modrić, referência e capitão da Croácia em mais um Mundial, é autor de “Luka Modric: Autobiografia Oficial” (lançado em alguns mercados como “Meu Jogo”). A obra apresenta um relato sobre sua infância como refugiado durante a Guerra de Independência da Croácia, os desafios superados no início da carreira por causa do físico franzino e os bastidores das conquistas da Champions League e da campanha na Copa de 2018, quando foi eleito o melhor jogador do mundo.
Kylian Mbappé é o principal nome ofensivo da França e busca conduzir os franceses a mais uma grande campanha no torneio.
Em “Je m’appelle Kylian” (“Meu Nome é Kylian”), Mbappé narra sua trajetória desde a infância no subúrbio de Bondy até se tornar o herói do título mundial da França em 2018. O projeto é uma graphic novel, com roteiro do próprio jogador e ilustrações de Faro (pseudônimo de Christopher Faraut).
No caso de Lionel Messi, embora grande parte das obras sobre o craque tenha sido escrita por jornalistas, o capitão da Argentina também participou de projetos editoriais voltados para causas sociais e o público infantil. Em “Messi, Elige Creer”, compartilha mensagens de superação e resiliência para inspirar crianças ao redor do mundo.

Comentários
Postar um comentário