Quando foi que você ficou sabendo que Augusto Cury se candidatou a Presidente do Brasil? A notícia também te pegou de surpresa? Eu até pensei que o Juninho Bill fosse se candidatar algum dia, mas o Augusto Cury? Jamais me passou pela cabeça. Fato é que a trajetória eleitoral da República brasileira, desde o seu início, passando pelo período oligárquico, a fase populista e chegando à redemocratização contemporânea, tem sido marcada por candidaturas, no mínimo inusitadas: figuras exóticas, intelectuais e "outsiders" que tentaram transpor sua notoriedade para a disputa da presidência do país. A Primeira República (1889–1930) foi pródiga nesse fenômeno, impulsionada por uma frouxidão jurídica singular: a legislação da época não exigia filiação partidária prévia nem o registro formal de candidaturas, permitindo que qualquer eleitor escrevesse o nome de quem quisesse nas cédulas de papel. Na eleição presidencial de 1894, por exemplo, o apuração oficial registrou nada menos do que ...
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